FÓRMULA 1

Aston Martin avança na busca por solução e mira fim das vibrações em Miami

Equipe identifica origem do problema e espera eliminar limitações até o GP de Miami

Publicado em 02/04/2026 às 09:50
Reprodução / Instagram

A Aston Martin deixou o GP do Japão com sinais de progresso em uma temporada marcada por desafios técnicos. Apesar de ainda distante das disputas pelas primeiras posições, a equipe celebrou o feito de completar uma corrida em 2024 pela primeira vez, com Fernando Alonso cruzando a linha de chegada em Suzuka. O desempenho renovou as esperanças de solução para o principal dor de cabeça do tempo: as vibrações no carro.

Desde a pré-temporada, o AMR26 enfrentou oscilações intensas que afetaram tanto o desempenho quanto o bem-estar dos pilotos. Nos passos anteriores, Alonso chegou a relatar perda de sensibilidade nas mãos e nos pés, chegando a abandonar uma prova. O problema, relacionado ao conjunto entre chassis e unidade de potência fornecida pela Honda, tornou-se prioridade absoluta para a equipe.

No Japão, a Aston Martin alcançou avanços. Durante os treinos, foram testadas soluções que reduziram significativamente o impacto das vibrações. Embora o novo pacote não tenha sido utilizado na execução, os dados encontrados animaram os engenheiros. A avaliação interna é de que a origem do problema foi finalmente identificada, mesmo que ainda não esteja totalmente resolvido.

A percepção de Alonso reforça esse cenário. Mesmo sem alterações no carro no domingo, o espanhol demonstrou que as vibrações foram menos intensas em comparação às corridas anteriores, sinalizando uma evolução gradual no entendimento do comportamento do AMR26. Apesar disso, os incômodos persistem.

Nos bastidores, a expectativa é de que a solução definitiva envolva configurações estruturais mais específicas, possivelmente relacionadas à absorção das vibrações na direção ou em componentes que conectam motor e chassi. A Aston Martin chegou a testar uma peça experimental que apresentava melhorias, mas, por questões técnicas ou regulatórias, não foi utilizada na corrida.

O chefe de operações de pista, Mike Krack, introduziu um tom cauteloso, mas demonstrou confiança na resolução do problema a curto prazo. O objetivo da equipe é chegar ao GP de Miami, no início de maio, com as vibrações sob controle, permitindo que deixem de ser um fator limitante para o desempenho.