São Paulo enfrenta turbulência com pedidos de expulsão e disputas no Conselho
Troca de acusações e pedidos de expulsão evidenciam clima de instabilidade política no clube
Harry Massis Jr., presidente do São Paulo, tornou-se alvo de um pedido de expulsão por gestão temerária, protocolado nesta terça-feira pelo conselheiro vitalício Carlos Henrique Sadi. O documento foi encaminhado ao Conselho Deliberativo e à diretoria executiva do clube.
O pedido também aponta uma possível irregularidade na formação do Conselho de Administração. Segundo a petição, o órgão não possui atualmente o número mínimo de três conselheiros independentes, como determina o estatuto, o que pode comprometer a legitimidade das decisões do colegiado.
Simultaneamente, diferentes grupos políticos do São Paulo articulam um pedido de impeachment contra Massis. A movimentação envolve antigos opositores de Julio Casares e até aliados do ex-presidente, como Olten Ayres de Abreu Júnior, atual presidente do Conselho Deliberativo.
Para protocolar o pedido de impeachment, é necessário reunir cerca de 60 assinaturas. Em seguida, a proposta é submetida a votação, exigindo aprovação de dois terços dos conselheiros (191 votos), como ocorreu no caso de Casares.
A política interna do clube voltou a ficar tensa na última semana, quando Massis protocolou um pedido de expulsão de Olten do quadro associativo. O presidente acusa o líder do Conselho de gestão temerária em sua atuação na reforma estatutária do São Paulo, ainda em fase inicial.
O próprio Olten recebeu o pedido de expulsão, por ser presidente do Conselho Deliberativo, e encaminhou a solicitação à Comissão de Ética — responsável também pelas recentes expulsões de Douglas Schwartzmann e Mara Casares.
O grupo irá analisar o caso e emitir um parecer, podendo levar a situação para votação no Conselho Deliberativo. Um pedido de expulsão de Julio Casares também está em tramitação na comissão, após a reprovação das contas de 2025.