Ataque israelense contra Irã pode ter tido apoio da inteligência dos EUA, além de armas, dizem especialistas

É pouco provável que Israel não tenha coordenado os ataques contra o Irã com os norte-americanos, afirmou Marco Carnelos, ex-conselheiro dos premiês italianos Prodi e Berlusconi para o Oriente Médio.
Em relação às negociações entre os EUA e o Irã, o especialista admitiu que Donald Trump pode ter concordado com o ataque para reforçar sua influência sobre o Irã.
Por sua vez, Shubhda Chaudhary, fundadora do Middle East Insight Platform, acredita que a Ásia do Sul é altamente sensível à instabilidade do Oriente Médio devido à dependência energética.
Segundo ela, geopoliticamente, o conflito Israel/Irã poderá intensificar as tensões entre a Índia e o Paquistão e resultar em choques econômicos (aumento do preço do petróleo, inflação) e ameaças à segurança.
Nova escalada no Oriente Médio
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram em 13 de junho ter efetuado um "ataque preventivo" contra o território iraniano, enquanto Washington e Teerã mantêm negociações sobre o programa nuclear do Irã, ao qual Tel Aviv se opõe categoricamente.
O Exército israelense continuará as operações destinadas a destruir o programa nuclear do Irã e a remover as ameaças ao Estado, afirmou ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, na sexta-feira (13).
Segundo últimas dados, pelo menos nove pessoas morreram, entre elas um socorrista, e mais de 95 ficaram feridas.