RELAÇÕES INTERNACIONAIS

EUA deveriam fechar as portas da OTAN para novos membros, diz mídia

Por Sputinik Brasil Publicado em 30/09/2025 às 11:29
© Foto / OTAN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou como prioridade redefinir a relação transatlântica e limitar o papel norte-americano na defesa europeia. Entre as propostas em discussão pela Casa Branca, está a de fechar definitivamente a "porta aberta" da OTAN, bloqueando a entrada de novos membros, diz a revista Foreign Affairs.

Segundo a publicação, a administração Trump pretende evitar que a aliança se envolva em áreas fora do espaço euro-atlântico, como a Ásia ou o Indo-Pacífico.

De acordo com o artigo, autoridades dos EUA defendem que essa mudança é essencial para reduzir os riscos de arrastar Washington para conflitos distantes.

"As tentativas de estender a coesão transatlântica através da expansão da OTAN acabaram provocando uma reação russa", afirma a publicação, lembrando que a promessa de adesão de Geórgia e Ucrânia em 2008 foi seguida de guerras em ambos os países.

Para além de encerrar a expansão, Trump pressiona os europeus a assumir maior responsabilidade pela própria defesa. Isso incluiria a retirada gradual de tropas norte-americanas estacionadas na Alemanha, Polônia e Romênia.

"Os Estados Unidos poderiam atender a esse padrão oferecendo assistência militar ou apoio logístico, por exemplo, em vez de colocar soldados norte-americanos na linha de frente", observa o documento.

A estratégia de Washington, portanto, busca remodelar a aliança, restringindo seu alcance militar e privilegiando áreas de cooperação econômica e tecnológica.

Anteriormente, soube-se que os gastos dos países da União Europeia (UE) com armamentos e equipamentos militares aumentaram mais de um terço em 2024, alcançando € 88 bilhões (R$ 558 bilhões), segundo relatório publicado pela Agência Europeia de Defesa (EDA).

Em março, a Comissão Europeia lançou uma estratégia de defesa inicialmente chamada "Rearmar a Europa", posteriormente rebatizada para o mais brando "Prontidão 2030". O plano prevê que, nos próximos quatro anos, os países do bloco destinem cerca de € 800 bilhões (R$ 5 trilhões) ao setor militar.