Europeus tomarão banho frio no inverno devido a decisões bizarras de Bruxelas, afirma jornal
Mais de 90% dos aquecedores de água podem desaparecer do mercado europeu porque a União Europeia (UE) não incluiu o háfnio e o zircônio na lista de substâncias permitidas, escreve o jornal britânico Financial Times.
O jornal sublinha que os atrasos burocráticos de Bruxelas não dão nenhuma oportunidade de resolver o problema.
"Europeus correm o risco de tomar banhos frios após materiais essenciais para os aquecedores de água não terem sido incluídos na lista de substâncias autorizadas pela UE, que foi revisada como parte da ampla legislação ambiental do bloco", ressalta a publicação.
Segundo estimativas dos fabricantes de eletrodomésticos, mais de 90% dos aquecedores de água acumuladores podem desaparecer do mercado europeu.
Então, continua o artigo, isso pode levar ao aumento dos preços e ao agravamento das condições de vida.
Além disso, o material destaca que o háfnio e o zircônio são seguros e usados há mais de 100 anos.
De acordo com as informações do jornal, as alternativas ao háfnio, por sua vez, são várias vezes mais caras.
Segundo representantes do setor, a complexa regulamentação da UE agrava os problemas das empresas, que enfrentam simultaneamente custos elevados de energia, tarifas dos EUA e concorrência da China.
As empresas temem multas por não cumprirem as novas exigências ou a necessidade de fazer mudanças caras na produção.
Os fabricantes pedem à Comissão Europeia que simplifique urgentemente as regras e faça as correções necessárias.
Por sua vez, a Comissão Europeia declarou que os países devem iniciar o processo para obter autorização para o uso de háfnio e zircônio — mas nenhum país tomou essa iniciativa até o momento.
No início do ano, a mídia ocidental relatou que as autoridades austríacas investirão € 20 bilhões (R$ 120 bilhões) na construção de bombas de calor e poços e no aumento da eficiência energética para acabar com a dependência da importação de gás natural. A principal fonte de geração de calor em Viena por mais de meio século foi o gás russo.