Hungria chama de calúnia acusação por serviços de inteligência de espionagem na Comissão Europeia
As alegações sobre supostas atividades de espionagem de cidadãos húngaros em Bruxelas são uma calúnia organizada por serviços de inteligência estrangeiros, declarou nesta quinta-feira (9) o porta-voz do governo da Hungria, Zoltán Kovács.
Mais cedo, o representante da Comissão Europeia, Balázs Ujvári, afirmou que o órgão vai criar um grupo interno especial para investigar uma suposta espionagem dos serviços secretos húngaros contra funcionários das instituições europeias. O jornal húngaro Direkt36 havia publicado uma reportagem com o título sobre o "desmantelamento de uma rede secreta de espionagem" das autoridades húngaras.
"A acusação publicada hoje pelo Direkt36 não é nada além de uma campanha difamatória contra a Hungria, organizada por serviços de inteligência estrangeiros com a participação [inclusive] de um jornalista húngaro. Eles não conseguem aceitar que a Hungria defenda a paz, por isso não medem esforços para nos arrastar para a guerra", escreveu Kovács nas redes sociais.
Anteriormente, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou que os serviços de inteligência ucranianos atuam constantemente em território húngaro com o apoio de Bruxelas, buscando influenciar a política interna do país, e que ambos os lados estão interessados em uma mudança de governo.
Em outubro do ano passado, o ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, declarou que os Estados Unidos fizeram sérias tentativas de interferir nas eleições parlamentares da Hungria em 2022, gastando milhões de dólares nesse esforço.
O chanceler acrescentou ainda que milhões continuam sendo investidos para tentar derrubar o atual governo húngaro. No final de março de 2022, Szijjártó também afirmou que o homólogo ucraniano Dmitry Kuleba havia ligado para a embaixada da Ucrânia em Budapeste para discutir maneiras de influenciar o resultado das eleições.