Zakharova critica envio de mísseis Tomahawk dos EUA à Ucrânia
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirma que decisão dos EUA não contribui para a paz e reacende tensões internacionais
A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, reagiu neste sábado (1º) à autorização do Pentágono para o envio de mísseis Tomahawk à Ucrânia, afirmando que a medida não favorece a resolução do conflito nem cumpre as promessas de campanha do governo dos Estados Unidos.
Segundo Zakharova, o fornecimento de armas à Ucrânia apenas prolonga a crise e não oferece solução concreta para a situação. “Obviamente, tanto a situação atual quanto os anos anteriores comprovaram que a militarização e o fornecimento de armas, especialmente a um regime terrorista, não trarão nenhuma solução para a situação. E muito menos garantirão o cumprimento das promessas de campanha feitas pelo governo atual”, declarou a porta-voz a jornalistas.
Na última semana, veículos da imprensa norte-americana informaram que o Pentágono autorizou a Casa Branca a transferir mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance para a Ucrânia, após avaliação do Departamento de Defesa de que a medida não comprometeria os estoques militares dos EUA. A decisão final ficará a cargo do presidente norte-americano, Donald Trump.
Durante a coletiva, Zakharova também comentou sobre o míssil russo Burevestnik, destacando a preocupação do Ocidente diante do avanço tecnológico militar da Rússia. A declaração foi feita em resposta a um debate no fórum internacional de ciência e turismo “Descubra o Átomo”, que abordou as reações internacionais aos testes do novo armamento.
“Eles [países do Ocidente] acreditaram [na realidade do Burevestnik]. Estamos recebendo o feedback agora. Eles não estão em silêncio. Estão experimentando uma leve sensação de alegria, quase êxtase. Estão com muito medo do que mostraremos a seguir, então vamos prolongar o prazer”, afirmou Zakharova.
Recentemente, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a conclusão dos testes do míssil de cruzeiro Burevestnik, que possui alcance ilimitado e propulsão nuclear. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, informou que o míssil demonstrou capacidade de evadir sistemas de defesa antimíssil e aérea, completando um voo de teste de 14.000 quilômetros, com novos testes previstos.