NEGOCIAÇÕES BILATERAIS

CNI espera avanços sobre tarifas dos EUA ainda em novembro após reunião com Alckmin

Presidente da Confederação Nacional da Indústria destaca otimismo com negociações tarifárias entre Brasil e Estados Unidos e apresenta propostas para fortalecer o diálogo comercial

Publicado em 06/11/2025 às 21:55
Geraldo Alckmin Reprodução

Após reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, manifestou expectativa de que, ainda este mês, haja avanços significativos nas negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre tarifas. Segundo Alban, os resultados positivos podem ser anunciados após a COP30.

"Acreditamos que, tão logo essa mesa de negociação se consolide, teremos boas notícias a anunciar, possivelmente ainda neste mês", afirmou o presidente da CNI.

Durante o encontro realizado nesta quinta-feira (6), Alban apresentou a Alckmin dados atualizados e propostas do setor industrial para subsidiar o governo brasileiro nas tratativas com Washington. Entre as sugestões, destacam-se a suspensão temporária das tarifas adicionais impostas aos produtos brasileiros — demanda já apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião recente com o presidente americano Donald Trump —, a criação de um mecanismo institucional de diálogo comercial de alto nível, o fim da bitributação, além do incentivo a alianças tecnológicas e investimentos bilaterais em áreas estratégicas como energia, minerais críticos, saúde, infraestrutura digital e inovação.

O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância da participação da iniciativa privada na busca por soluções para a questão tarifária com os Estados Unidos. "O presidente Lula solicitou ao presidente Trump que suspenda a tarifa adicional de 40% enquanto durarem as negociações. Estamos otimistas com os próximos passos", destacou Alckmin, ao lado do líder da CNI.

Alckmin também enfatizou a necessidade de celeridade nas negociações. "Essa é a orientação do governo do presidente Lula: diálogo, negociação, rapidez e busca por soluções", concluiu.