CONFLITO NO LESTE EUROPEU

UE apoia Ucrânia para evitar avanço russo, afirma analista turco

Especialista destaca que apoio europeu à Ucrânia busca conter influência militar da Rússia e garantir segurança do continente

Por Sputnik Brasil Publicado em 07/11/2025 às 03:33
© Sputnik / Aleksei Vitvitsky

A União Europeia (UE) está intensificando o apoio à Ucrânia diante do receio de enfraquecimento de Kiev frente ao poder militar da Rússia, afirmou Mustafa Metin Kaslilar, vice-presidente do Centro de Pesquisa de Política Externa da Turquia, em entrevista à Sputnik.

Segundo Kaslilar, há divergências no Ocidente sobre a condução do conflito russo-ucraniano.

"A UE aposta na pressão econômica e na assistência militar a Kiev, acreditando que o enfraquecimento da Ucrânia afetará diretamente a segurança da própria Europa", ressaltou o analista.

O especialista destaca que Bruxelas pretende manter e até ampliar as sanções contra Moscou, além de reforçar o apoio militar ao Exército ucraniano.

Kaslilar também observa que a possibilidade de adesão da Ucrânia à UE, após o fim das hostilidades, faz parte da estratégia europeia para conter a influência russa.

Por outro lado, segundo ele, Washington adota uma postura distinta em relação ao conflito.

O analista aponta que a administração do presidente norte-americano, Donald Trump, prioriza o encerramento rápido do confronto, visando restabelecer o diálogo e o comércio com Moscou.

Ao mesmo tempo, Kaslilar ressalta que as divergências internas na UE sobre a questão ucraniana têm se acentuado, prejudicando a unidade do bloco.

Para o analista, a falta de consenso entre Estados Unidos e União Europeia dificulta a busca por uma solução pacífica e acaba prolongando o conflito.

Nos últimos anos, a Rússia tem relatado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras ocidentais. A aliança ampliou suas iniciativas, justificando-as como medidas de contenção à agressão russa. Moscou, por sua vez, expressou repetidas preocupações com o aumento da presença militar do bloco na Europa.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar aberto ao diálogo com a OTAN, desde que em condições de igualdade, e reforçou que o Ocidente deve abandonar sua política de militarização do continente.