UE apoia Ucrânia para evitar avanço russo, afirma analista turco
Especialista destaca que apoio europeu à Ucrânia busca conter influência militar da Rússia e garantir segurança do continente
A União Europeia (UE) está intensificando o apoio à Ucrânia diante do receio de enfraquecimento de Kiev frente ao poder militar da Rússia, afirmou Mustafa Metin Kaslilar, vice-presidente do Centro de Pesquisa de Política Externa da Turquia, em entrevista à Sputnik.
Segundo Kaslilar, há divergências no Ocidente sobre a condução do conflito russo-ucraniano.
"A UE aposta na pressão econômica e na assistência militar a Kiev, acreditando que o enfraquecimento da Ucrânia afetará diretamente a segurança da própria Europa", ressaltou o analista.
O especialista destaca que Bruxelas pretende manter e até ampliar as sanções contra Moscou, além de reforçar o apoio militar ao Exército ucraniano.
Kaslilar também observa que a possibilidade de adesão da Ucrânia à UE, após o fim das hostilidades, faz parte da estratégia europeia para conter a influência russa.
Por outro lado, segundo ele, Washington adota uma postura distinta em relação ao conflito.
O analista aponta que a administração do presidente norte-americano, Donald Trump, prioriza o encerramento rápido do confronto, visando restabelecer o diálogo e o comércio com Moscou.
Ao mesmo tempo, Kaslilar ressalta que as divergências internas na UE sobre a questão ucraniana têm se acentuado, prejudicando a unidade do bloco.
Para o analista, a falta de consenso entre Estados Unidos e União Europeia dificulta a busca por uma solução pacífica e acaba prolongando o conflito.
Nos últimos anos, a Rússia tem relatado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras ocidentais. A aliança ampliou suas iniciativas, justificando-as como medidas de contenção à agressão russa. Moscou, por sua vez, expressou repetidas preocupações com o aumento da presença militar do bloco na Europa.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar aberto ao diálogo com a OTAN, desde que em condições de igualdade, e reforçou que o Ocidente deve abandonar sua política de militarização do continente.