Redução nas operações aéreas nos EUA provocada pelo 'shutdown' começa nesta sexta
Paralisação do governo afeta 40 aeroportos e já provoca cancelamentos e atrasos em voos; medida visa garantir segurança em meio à sobrecarga de trabalho
Os Estados Unidos enfrentam, nesta sexta-feira (7), uma redução de 4% nas operações aéreas, resultado direto da paralisação do governo federal, que chega ao seu 38º dia. Ao todo, 40 aeroportos estão sendo impactados, incluindo alguns dos mais movimentados do país, como Atlanta (ATL), Newark (EWR), Denver (DEN), Chicago (ORD), Houston (IAH), Los Angeles (LAX) e Nova York (JFK).
Segundo o site de rastreamento FlightAware, mais de 750 voos programados para esta sexta-feira foram cancelados antecipadamente na quinta-feira. No mesmo dia, foram registrados 6,4 mil atrasos e cerca de 200 cancelamentos. A previsão é que, até a próxima sexta-feira (14), a redução chegue a 10%. A medida, anunciada em conjunto pela Secretaria de Transportes e pela Administração Federal de Aviação (FAA), tem como objetivo garantir a segurança das operações.
Desde o início do shutdown, em 1º de outubro, os controladores de tráfego aéreo trabalham sem receber salário. De acordo com a FAA, relatos de sobrecarga de trabalho têm aumentado tanto entre pilotos quanto entre controladores, elevando o risco nas operações aeroportuárias.
Em nota divulgada na quinta-feira (6), a Secretaria de Transportes informou que somente no último fim de semana foram registrados 2.740 atrasos em diferentes aeroportos do país. A determinação não exige redução em voos internacionais, e as companhias aéreas poderão adotar critérios próprios para decidir quais voos serão cancelados para atingir a meta. As empresas também serão obrigadas a oferecer reembolso integral aos passageiros afetados, mas sem cobrir custos adicionais.
A medida entra em vigor em um dos períodos de maior movimento nos aeroportos dos EUA, com o Dia dos Veteranos (11 de novembro) e o Dia de Ação de Graças (27 de novembro) se aproximando.