ECONOMIA DOS EUA

Hassett afirma que impacto do shutdown é pior que o previsto, mas prevê rápida recuperação

Diretor do Conselho Econômico Nacional alerta para danos duradouros à administração pública, mas mantém otimismo sobre retomada econômica após fim do impasse

Publicado em 07/11/2025 às 12:06
Reprodução / Youtube

O diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, afirmou nesta sexta-feira, 7, que o impacto da paralisação do governo norte-americano "é muito pior do que o esperado" e pode causar danos duradouros à eficiência da administração pública. Segundo ele, o shutdown "pode ter um efeito de longo prazo sobre a capacidade do governo de funcionar de maneira eficiente".

Hassett destacou que setores como viagens e lazer estão entre os mais afetados, mas avaliou que a recuperação econômica deve ser rápida caso o impasse, que chega ao 38º dia, seja resolvido em breve. "A economia vai se recuperar se o governo reabrir", afirmou em entrevista à Fox Business, acrescentando que não prevê "crescimento negativo no trimestre se o shutdown for encerrado em breve". Para Hassett, "os democratas não vão parar a agenda econômica do presidente, mesmo com o shutdown".

O diretor também se mostrou otimista em relação ao futuro, afirmando que a perspectiva para o próximo ano "é simplesmente fantástica" e que o crescimento econômico dos EUA pode se aproximar de 4% em 2026.

Durante a entrevista, Hassett comentou ainda sobre a audiência na Suprema Corte envolvendo as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, classificando-a como "ótima", sem fornecer mais detalhes.

Críticas ao Fed

Na mesma entrevista, Hassett criticou o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) por não ter reduzido os juros de forma mais agressiva. "Fiquei decepcionado com o Fed", declarou, sugerindo que o banco central "pode ter se tornado partidário".

Questionado sobre a possibilidade de ser indicado para comandar a instituição, Hassett respondeu: "Ficarei feliz com o que o presidente Trump decidir. Tenho o melhor trabalho do mundo agora".