Lula defende cobrança de grandes emissores por transição climática
Presidente destaca justiça climática e propõe taxação de multinacionais e super ricos para financiar ações ambientais
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (data do evento) que é legítimo exigir que quem mais emite gases de efeito estufa contribua financeiramente para a transição climática. Durante discurso na cúpula de líderes em Belém, Lula ressaltou que a criação de um imposto mínimo sobre multinacionais, grandes emissores e a taxação dos super ricos pode gerar recursos valiosos para o combate às mudanças do clima.
"Exigir adequação de países em desenvolvimento é injusto", declarou o presidente, ao reforçar que não faz sentido ético ou prático impor a esses países o pagamento de juros para preservar seus territórios e florestas.
Lula também defendeu a criação de metodologias claras para contabilizar o financiamento climático. Segundo ele, os bancos multilaterais precisam ser maiores, melhores e mais eficazes, reiterando que "não existe solução para o planeta fora do multilateralismo".
O presidente destacou ainda que o enfrentamento das mudanças climáticas deve ser encarado como investimento, e não como gasto. "Em vez de abandonar a esperança, podemos construir juntos uma nova era de prosperidade", afirmou Lula. "No que depender do Brasil, Belém será sobre reafirmar compromissos do Acordo de Paris", completou.