‘Não vamos andar para trás’, diz economista sobre avanços da COP30 diante de impasses globais
Ronaldo Serôa da Motta avalia que, apesar de desafios econômicos e políticos, a conferência sinaliza manutenção dos avanços na agenda climática
Em meio à COP30, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, envia sinais contraditórios sobre o uso de combustíveis fósseis. Na última sexta-feira (7), Lula afirmou que a Terra não suporta mais o uso intensivo desses recursos. Apesar do discurso, convidando líderes globais a se unirem ao Brasil na priorização da transição energética, o presidente mantém posição favorável à exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Em entrevista à Sputnik Brasil, o economista Ronaldo Serôa da Motta destacou as dificuldades para investir em ações climáticas, citando desafios como sanções econômicas, tarifas elevadas, aumento dos gastos com defesa e o estresse financeiro pós-pandemia de Covid-19.
“A gente pode também dizer que, pelo que nós já estamos observando nessa COP, nós não vamos andar para trás, o que já seria um ganho muito importante. Porque há forças que querem negar, que querem que esse movimento de combate ao clima seja menos intenso. Então, a gente não conseguiu chegar lá, mas a gente continua na estrada, caminhando na direção certa”, avaliou Serôa da Motta.
Siga a @sputnikbrasil no Telegram