INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO

Governo de SP desapropria antigo terreno da Ford para ampliar metrô e inviabiliza parque logístico

Área de 227 mil m² em São Bernardo do Campo, adquirida pela Prologis, será destinada à futura Linha 20-Rosa do Metrô; projeto de hub logístico de R$ 33 bilhões é descartado pela empresa

Publicado em 07/11/2025 às 19:39
Reprodução / Agência Brasil

O governo do Estado de São Paulo desapropriou o extenso terreno que abrigava a antiga fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital. A área será destinada à construção das futuras instalações da Linha 20-Rosa do Metrô.

A medida foi oficializada por meio da Resolução 075, da Secretaria de Parcerias em Investimentos, publicada em 28 de outubro. O documento declara como área de utilidade pública o terreno de 227 mil metros quadrados — o equivalente a 28 campos de futebol — localizado no bairro Pauliceia.

A decisão frustrou os planos da multinacional americana Prologis, que pretendia instalar no local um mega parque logístico, com investimentos estimados em R$ 33 bilhões ao longo da próxima década. Segundo a empresa, o projeto tornou-se inviável após a desapropriação.

"A empresa lamenta a emissão da declaração de utilidade pública sobre o terreno anteriormente ocupado pela Ford, impedindo a continuidade do projeto de implantação de um moderno hub logístico e tecnológico na região", afirmou a Prologis, em nota.

A companhia acrescentou que, nos últimos meses, manteve diálogo técnico com a equipe do Metrô, em busca de alternativas para compatibilizar a expansão da rede metroviária com a viabilidade do empreendimento logístico. "As análises conjuntas resultaram em propostas que permitiriam a coexistência das duas operações dentro do mesmo terreno", acrescentou.

A Ford vendeu o imóvel em 2019, ao deixar o Brasil e se desfazer de ativos. Em 2024, a Prologis adquiriu o terreno por R$ 850 milhões — valor referente a uma área maior do que a declarada de utilidade pública. Na época, o espaço pertencia a dois fundos imobiliários: o SJ AU Logística (com 75%) e outro do BTG Pactual (com 25%).