EUA avaliam transformar armazéns industriais em centros para migrantes antes da deportação
Governo Trump estuda comprar galpões de grandes empresas para ampliar capacidade de detenção temporária de imigrantes irregulares
A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando a aquisição de grandes armazéns industriais, originalmente destinados a empresas como a Amazon, para convertê-los em centros de detenção temporária de migrantes irregulares antes da deportação.
A informação foi divulgada neste sábado (8) pelo canal NBC, que cita fontes do Departamento de Segurança Interna e da Casa Branca.
Segundo a emissora, o governo avalia instalar essas estruturas no sul do país, especialmente em regiões próximas a aeroportos de onde partem com frequência voos de deportação.
O projeto ainda está em fase inicial de discussão, e não há informações sobre valores estimados para a compra dos armazéns.
Em seu discurso de posse, em janeiro, Trump prometeu interromper imediatamente a entrada de imigrantes irregulares no país e iniciar a deportação de milhões de pessoas. O presidente também declarou emergência nacional devido à crise humanitária e de segurança na fronteira sul dos Estados Unidos.
Somente nos seis primeiros meses deste ano, as autoridades prenderam mais de 100 mil imigrantes e revogaram as autorizações de residência temporária de outros 500 mil estrangeiros.
Com o objetivo de ampliar o número de detenções, a Patrulha de Fronteira e o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês) oferecem bônus para agentes que atingirem determinadas metas de prisões.
De acordo com documentos consultados por veículos como o El Universal, no Texas e na Flórida, agentes da fronteira recebem entre US$ 1,5 mil e US$ 5 mil (R$ 8,4 mil a R$ 28 mil) por mês, conforme a quantidade de detenções realizadas.
Em regiões como a Flórida, os bônus podem chegar a US$ 7,5 mil (R$ 42 mil) para agentes que participam de operações noturnas.