MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Corrêa do Lago pede aceleração das medidas do Acordo de Paris e reforço da cooperação internacional

Presidente da COP30 convoca governos e instituições a intensificarem esforços para manter meta de 1,5 ºC e destaca papel da Amazônia como catalisador de soluções globais

Publicado em 08/11/2025 às 17:09
Reprodução / YOU TUBE

O presidente da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), André Corrêa do Lago, divulgou neste sábado (8) a nona carta aberta à comunidade internacional. No documento, ele conclama governos, instituições e atores globais a responderem à mudança do clima com ação determinada e propósito compartilhado . O texto destaca o desafio crucial de manter vivo o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 ºC, por meio da melhoria da melhoria de medidas e do fortalecimento da cooperação internacional.

A carta convida todos os setores a transformar as lacunas climáticas em oportunidades de transformação. Com base em relatórios recentes — como o Global Tipping Points Report, os Relatórios de Lacuna de Emissões e de Adaptação do PNUMA, e o Síntese de NDCs da UNFCCC —, o documento regulamentado a dimensão dos desafios e as ferramentas disponíveis para enfrentá-los.

“O desafio que se coloca não é apenas identificar o que falta, mas mobilizar o que impulsiona — converter os défices de ambição, financiamento e tecnologia em forças de prosperidade”, afirma Corrêa do Lago, salientando que o Acordo de Paris está a funcionar.

O texto também reitera as três prioridades interconectadas que orientam a visão da presidência brasileira para a COP30: fortalecer o multilateralismo e o regime climático no âmbito das Nações Unidas ; conectar o regime climático à vida real das pessoas e à economia ; e acelerar a suavidade do Acordo de Paris .

Na carta, a presidência da COP30 faz um apelo para que países e atores globais acelerem a implementação das medidas do Acordo de Paris, abrangendo desde energia limpa até restauração florestal, da mitigação do metano à infraestrutura digital.

Essas soluções estão sendo promovidas na agenda de negociações, na Agenda de Ação, na Cúpula do Clima de Belém e no Mutirão Global. Estruturada em seis eixos temáticos, a Agenda de Ação funcionará como uma plataforma para canalizar a cooperação e a cooperação global em torno de pontos de inflexão positivos. De finanças para as florestas, de energia para o empreendedorismo, Belém oferecerá uma plataforma de convergência, onde esforços locais e globais se fortalecerão mutuamente.

A presidência também enfocou a Amazônia como contexto e implicações . Com o desmatamento em queda pelo terceiro ano consecutivo no Brasil e novos mecanismos financeiros, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), a carta destaca que proteger ecossistemas e pessoas deve caminhar lado a lado.

“Em Belém, a verdade deve encontrar a transformação, e a ciência deve voltar-se solidariedade”, escreve Corrêa do Lago. “A COP30 pode ser uma conferência em que mudamos o boato da luta climática.”