POLÍTICA INTERNACIONAL

Mais da metade dos britânicos quer a renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer, indica pesquisa

Levantamento mostra também alto índice de desconfiança em relação à ministra das Finanças, Rachel Reeves, e pessimismo quanto às medidas econômicas do novo governo trabalhista.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 08/11/2025 às 20:48
© AP Photo / Claudia Greco

Uma pesquisa da agência Opinium, divulgada neste sábado (8), revela crescente insatisfação com a liderança do governo britânico.

Segundo o levantamento, 56% dos britânicos defendem a renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer, enquanto 26% são contrários e 19% não souberam responder. A rejeição à ministra das Finanças, Rachel Reeves, é ainda maior: 57% desejam sua saída, apenas 19% apoiam sua permanência e 24% não têm opinião formada.

O índice de desconfiança em relação a Reeves também supera o de Starmer. Conforme a pesquisa, 67% dos entrevistados afirmam não confiar na ministra das Finanças, contra 19% que dizem confiar. No caso do primeiro-ministro, 65% expressaram desconfiança e 24%, confiança.

Às vésperas do anúncio orçamentário do governo, 58% dos britânicos acreditam que as novas medidas sobre gastos públicos e impostos serão injustas, enquanto apenas 14% esperam decisões equilibradas.

Há quase unanimidade quanto ao aumento de impostos: 77% dos entrevistados preveem reajustes tributários, e 61% consideram essa decisão equivocada. Metade acredita que Reeves já planejava o aumento desde o início do mandato, enquanto apenas 20% atribuem a medida à deterioração econômica após as eleições gerais de 2024, vencidas pelos trabalhistas.

Além disso, 61% dos britânicos afirmam que Starmer e o Partido Trabalhista não foram honestos com os eleitores sobre os reais problemas do país antes das eleições, enquanto 22% discordam dessa avaliação.

A pesquisa foi realizada entre 5 e 7 de novembro, com 2.050 adultos britânicos. A margem de erro não foi informada.

O Ministério das Finanças do Reino Unido enfrenta agora o desafio de cobrir um déficit orçamentário de dezenas de bilhões de libras, provocado pelo aumento dos custos da dívida pública, dos gastos sociais — incluindo subsídios para famílias de baixa renda —, estagnação econômica e queda da produtividade.