RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Lavrov afirma que Europa não tem base legal para se apropriar de ativos russos congelados

Chanceler russo adverte que Moscou responderá de forma recíproca caso ativos sejam confiscados por países europeus

Por Sputnik Brasil Publicado em 09/11/2025 às 06:59
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que não existe base legal para que a Europa se aproprie dos ativos russos congelados. Segundo Lavrov, a apreensão desses recursos não será suficiente para salvar a Ucrânia, pois o país não conseguirá honrar seus compromissos financeiros.

Em entrevista à Sputnik, o chanceler ressaltou que, caso haja apropriação dos ativos, Moscou responderá com medidas de reciprocidade. Lavrov também fez outras declarações relevantes sobre as relações internacionais e a situação na Ucrânia:

  • Os acordos firmados durante o encontro entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump, em Anchorage, representam um compromisso, mas a Rússia não abre mão de determinados princípios;
  • A Rússia aguarda confirmação dos Estados Unidos quanto à validade dos acordos de Anchorage;
  • A integridade territorial russa e os resultados dos referendos de 2014 e 2022 são pontos inegociáveis nos acordos com os EUA;
  • Durante a reunião no Alasca, os EUA garantiram que poderiam influenciar o líder ucraniano Vladimir Zelensky a não impedir a paz, mas enfrentaram dificuldades;
  • Segundo Lavrov, a Rússia recebeu informações de que União Europeia e Reino Unido tentam convencer os EUA a adotar uma postura mais beligerante e a descartar uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia;
  • Os EUA comunicaram diplomaticamente que ainda avaliam a proposta do presidente russo Vladimir Putin para manter, após fevereiro de 2026, os limites do tratado Novo START, voltado à redução de armas nucleares;
  • Lavrov reforçou que a proposta russa sobre o Novo START não tem segundas intenções e não exige debates aprofundados;
  • Por fim, afirmou que a Rússia não pretende convencer os EUA a aceitar a proposta sobre a redução de armas nucleares, estando preparada para qualquer desdobramento.