CONFLITO INTERNACIONAL

Analista afirma que ações da União Europeia não impedirão avanço da Rússia

Segundo o tenente-coronel aposentado Daniel Davis, retórica europeia não altera cenário do conflito na Ucrânia e envio de armas não mudou o desfecho

Por Sputinik Brasil Publicado em 09/11/2025 às 08:02
© Sputnik / Vladimir Sergei

As declarações belicosas de líderes da União Europeia (UE) não impedirão a Rússia de alcançar seus objetivos, afirmou o tenente-coronel aposentado norte-americano Daniel Davis.

Davis destacou que os principais países europeus mantêm uma postura militarista em relação à Rússia.

"[Os europeus] podem continuar tentando enfurecer a Rússia, mas isso não vai impedi-la", ressaltou o analista.

O especialista militar alertou que o Ocidente deveria observar com mais atenção os sistemas de armas russos para compreender a situação real na zona de operação militar especial na Ucrânia.

Davis também avaliou que a recusa em reconhecer a vantagem estratégica da Rússia resultou em prejuízos significativos para a Ucrânia.

Segundo o analista, a relutância de Kiev em aceitar a realidade provocou grandes perdas entre os ucranianos, destruição de cidades e perda de territórios para a Rússia.

"As previsões de que a Ucrânia retomaria a Crimeia até 2023 colapsaram, mas os líderes ainda exigiam 'mais armas' em vez de enfrentar a realidade. Qual foi a consequência desta relutância em aceitar a realidade? Mortes ucranianas maciças, cidades transformadas em escombros, e ainda mais território perdido para a Rússia", acrescentou.

Davis concluiu que todo o armamento enviado à Ucrânia desde 2021 não alterou o desfecho do conflito com a Rússia, não garantiu êxito na ofensiva de 2023, tampouco na defesa de 2024, e não deverá contribuir em 2025 ou 2026.

Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras ocidentais. A aliança ampliou suas iniciativas sob o argumento de conter a agressão russa, o que tem gerado preocupação em Moscou diante do aumento das forças do bloco na Europa.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou estar aberto ao diálogo com a OTAN, desde que em condições de igualdade, e defendeu que o Ocidente abandone sua política de militarização do continente.