COP30: potencial do TFFF é de bilhões de dólares, afirma presidente da CNSeg
Dyogo Oliveira destaca que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre reúne baixo risco, rentabilidade e liquidez, atraindo investidores globais
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) tem potencial de captar bilhões de dólares do setor privado. A avaliação é de Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), durante a COP30.
"O TFFF oferece três pontos importantes para o investidor: tem risco baixo, tem rentabilidade — ainda que o retorno não seja uma 'Brastemp', é rentável — e ainda oferece liquidez", afirmou o ex-ministro do Planejamento.
Segundo Oliveira, essas condições conferem ao fundo a capacidade de atrair "muitos bilhões globalmente".
O presidente da CNSeg também destacou que seguradoras enfrentam dificuldades para encontrar ativos "verdes" para compor suas carteiras de investimentos. "A CNSeg tem pedido para o Tesouro Nacional a emissão de 'green bonds' no Brasil. O Tesouro já fez duas emissões de 'green bonds', mas apenas no exterior", explicou.
Dyogo Oliveira se disse "realmente muito otimista" com o TFFF, classificando-o como sofisticado, criativo e com garantias de liquidez, retorno e risco controlado.
Para Lucca Rizzo, especialista em financiamento do Instituto Clima e Sociedade (iCS), o mais difícil já foi feito pelo Brasil, que foi trazer o dinheiro soberano. "O Brasil lançou a ideia do fundo em Dubai, na COP30, e em dois anos conseguiu tirar do papel", elogiou Rizzo.
O especialista do iCS ressaltou que o instrumento é um verdadeiro ganha-ganha, pois remunera o país em desenvolvimento e contribui para a conservação da floresta tropical. "É um instrumento de pagamento por resultado", concluiu.