China suspende sanções a estaleiros e pausa restrições a minerais críticos após acordo com EUA
Medidas valem até novembro de 2026 e aliviam tensões após negociações entre Pequim e Washington
Pequim suspendeu as sanções aplicadas a estaleiros sul-coreanos e interrompeu parte dos controles de exportação sobre minerais críticos, após a trégua comercial firmada com Washington no mês passado. De acordo com o Ministério do Comércio chinês, as penalidades contra cinco subsidiárias da construtora naval Hanwha Ocean, envolvidas em uma investigação norte-americana, ficarão suspensas por um ano.
O Ministério dos Transportes da China também pausou sua própria investigação e suspendeu as taxas portuárias adicionais que vinham sendo aplicadas a embarcações dos Estados Unidos.
Em outra frente, o governo chinês suspendeu temporariamente a proibição de aprovar exportações de itens de "duplo uso" envolvendo gálio, germânio, antimônio e materiais superduros. Além disso, afrouxou as revisões sobre o grafite destinado ao mercado norte-americano. As novas medidas terão validade até 27 de novembro de 2026, conforme comunicado oficial.
Essas restrições haviam sido impostas em dezembro de 2024, como resposta às ações do governo Joe Biden para limitar o acesso da China a chips avançados utilizados em aplicações de inteligência artificial (IA).
Na última sexta-feira, Pequim também suspendeu, por um ano, a ampliação dos controles sobre terras raras anunciada em outubro, que exigia autorização prévia para exportações contendo materiais de origem chinesa equivalentes a 0,1% ou mais do valor do produto.
Após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, a Casa Branca informou que a China passará a emitir licenças gerais para exportações de terras raras, gálio, germânio, antimônio e grafite. Segundo o governo norte-americano, isso representa "a remoção dos controles impostos pela China desde 2023".
Fonte: Dow Jones Newswires
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast