ECONOMIA GLOBAL

Renda real das famílias na OCDE cresce 0,4% no segundo trimestre e supera início do ano

Dados da organização apontam aceleração tanto da renda quanto do PIB per capita em países desenvolvidos; inflação mais baixa contribuiu para avanço

Publicado em 10/11/2025 às 11:40

A renda real per capita das famílias nos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registrou alta de 0,4% no segundo trimestre de 2025. No mesmo período, o Produto Interno Bruto (PIB) real per capita cresceu 0,5%. As informações constam em relatório divulgado nesta segunda-feira, 10, pela OCDE.

De acordo com o documento, ambas as medidas apresentaram aceleração em relação ao trimestre anterior, quando haviam avançado apenas 0,1%. O desempenho positivo foi observado de forma generalizada entre os países do grupo: dos 19 países com dados disponíveis, 12 apresentaram crescimento mais forte do que no trimestre anterior.

Entre as principais economias do G7, a renda das famílias mostrou recuperação em sua maioria. Na Alemanha e no Reino Unido, o crescimento da renda real voltou a 0,3%, após quedas de 0,5% e 0,8% nos primeiros três meses do ano, respectivamente. O avanço na Alemanha foi atribuído a maiores benefícios sociais pagos pelo governo e à redução nas contribuições sociais. Já no Reino Unido, o aumento foi impulsionado por elevação na remuneração dos empregados e redução de impostos.

A OCDE ressaltou ainda que a inflação mais baixa no segundo trimestre contribuiu para o crescimento da renda real em várias economias. Na França, por exemplo, a renda real per capita saiu da estabilidade e avançou 0,3%, beneficiada pela desaceleração dos preços.

Nos Estados Unidos e no Canadá, também houve aceleração da renda real per capita, com altas de 0,6% e 0,2%, respectivamente.

Entre os demais países analisados, a Polônia se destacou com o maior crescimento, de 3,1%, sustentado pela queda da inflação e pelo aumento dos benefícios sociais. Por outro lado, as maiores quedas foram registradas no Chile e nos Países Baixos, ambos com recuo de 0,6%.