Trump exige retorno imediato de controladores de tráfego aéreo e ameaça cortar salários
Presidente norte-americano pressiona servidores durante shutdown e promete bônus a quem não aderiu à paralisação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou nesta segunda-feira (10) sua conta na Truth Social para exigir que todos os controladores de tráfego aéreo retornem imediatamente ao trabalho, em meio ao shutdown do governo federal. Trump ameaçou punir os servidores que permanecerem afastados, afirmando que "qualquer um que não o fizer terá o salário substancialmente reduzido (docked, no termo em inglês)".
O presidente também prometeu recompensar os controladores que continuaram em atividade durante o que chamou de "paralisação democrata". Segundo Trump, os profissionais que foram "GRANDES PATRIOTAS e não tiraram NENHUM DIA DE FOLGA" receberão um bônus de US$ 10 mil.
Trump criticou ainda os funcionários que aderiram à paralisação. "Não estou FELIZ com vocês", escreveu. "Vocês não ajudaram os EUA contra o FALSO ATAQUE DEMOCRATA que só quis ferir nosso país."
Ele acrescentou que esses trabalhadores terão "uma marca negativa" em seus registros e que, caso queiram deixar o serviço, "não hesitem em fazê-lo, sem pagamento ou indenização de qualquer tipo".
Trump concluiu exaltando os que permaneceram em serviço: "Deus abençoe vocês – não conseguirei enviar seu dinheiro rápido o suficiente!", e ordenou: "A todos os outros, APRESENTEM-SE AO TRABALHO IMEDIATAMENTE."
O pronunciamento ocorre em meio a uma crise crescente no setor aéreo dos Estados Unidos. A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) reduziu o número de voos após parte dos controladores, sem salário há semanas, deixar de comparecer ao trabalho.
Segundo o Departamento de Transporte, os cortes devem chegar a 10% dos voos nos principais aeroportos até o fim da semana, e só serão revertidos quando as métricas de segurança melhorarem.