LEILÃO DO PRÉ-SAL

PPSA prorroga para 14 de novembro acesso a dados do leilão de áreas não contratadas

Empresas interessadas terão mais tempo para acessar informações e entregar documentação para o certame marcado para dezembro

Publicado em 10/11/2025 às 14:00
Reprodução

A Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) prorrogou para o dia 14 de novembro o prazo para que as empresas interessadas tenham acesso ao pacote de dados do Leilão de Áreas Não Contratadas do pré-sal. O prazo anterior era 5 de novembro. O leilão está previsto para ocorrer em 4 de dezembro, na B3, em São Paulo. Segundo a estatal, a alteração foi feita a pedido das companhias que pretendem participar do certame.

Com o adiamento, a entrega da documentação de qualificação pelas proponentes também foi estendida para o dia 14 de novembro, devendo ser realizada de forma eletrônica, conforme informou a PPSA.

No leilão, a PPSA irá comercializar os direitos da União sobre a produção de petróleo em áreas não contratadas da região do pré-sal. A oferta inclui 3,5% do campo de Mero, 0,551% do campo de Tupi — terceiro e segundo maiores produtores do País, respectivamente — e 0,0950% do campo de Atapu.

A expectativa é de que a Petrobras, operadora dos três campos, participe do leilão. A informação foi confirmada pela diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, em coletiva realizada na semana passada para comentar os resultados do terceiro trimestre da estatal.

Além da União, a composição societária dos campos é a seguinte: em Mero, a Petrobras detém 38,6%, a Shell 19,3%, a Total 19,3%, e as chinesas CNODC e CNOOC possuem, cada uma, 9,6%. Em Tupi, a Petrobras tem 67,2%, a Shell 23% e a Galp 9,2%. Já em Atapu, a Petrobras possui 65,7%, seguida da Shell (16,6%), Total (14,9%) e Galp (1,7%).

Segundo avaliação do mercado, essas empresas são as principais candidatas a ampliar suas participações, mesmo diante do cenário de preços do petróleo em baixa. O valor total mínimo estipulado para os lances é de R$ 10,2 bilhões, sendo o maior montante referente ao campo de Mero (R$ 7,6 bilhões), seguido por Tupi (R$ 1,7 bilhão) e Atapu (R$ 900 milhões).