Haddad afirma que empoçamento aproxima resultado primário do centro da meta
Ministro da Fazenda explica que valores não executados do Orçamento levam resultado primário a ficar mais próximo do centro da meta fiscal, e não da banda
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como "imprecisão técnica" a afirmação de que o governo mira apenas a banda, e não o centro da meta de resultado primário. Em entrevista à CNN Brasil, Haddad explicou que o governo "nunca consegue executar 100% do Orçamento", pois, ao final de cada ano, há sempre alguma frustração — como licitações que não avançam ou empenhos que não são liquidados. Esse cenário resulta em valores entre R$ 15 bilhões e R$ 25 bilhões não executados.
"Quando você considera o empoçamento, você traz isso naturalmente para mais perto do centro da meta", argumentou o ministro.
Haddad detalhou que o fenômeno do empoçamento faz com que os resultados primários fiquem mais próximos do centro do que da banda da meta fiscal.
O titular da Fazenda também destacou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 foi ajustada para "deixar o Tesouro Nacional confortável de trabalhar na banda, mas buscando o centro da meta".
Ele estimou ainda que, neste ano, "se Deus quiser, se a arrecadação continuar vindo bem, apesar da taxa de juros estar alta", o mesmo fenômeno observado em 2024 — quando a meta foi cumprida — deve se repetir em 2025. "Em virtude do empoçamento, você acaba trazendo para bastante perto do centro da meta o resultado medido pelo Banco Central", previu Haddad.