Trump concede perdão a aliados ligados a plano para reverter resultado das eleições de 2020
Ex-presidente dos EUA assina indulto total a Rudy Giuliani, Mark Meadows e outros aliados envolvidos em tentativas de contestar vitória de Joe Biden; perdão não se estende ao próprio Trump.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu perdão "total, completo e incondicional" ao seu ex-advogado pessoal Rudy Giuliani, ao ex-chefe de gabinete Mark Meadows e a dezenas de aliados acusados de tentar reverter o resultado das eleições de 2020. O documento, assinado por Trump, foi divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo advogado de indultos do governo, Ed Martin, nas redes sociais.
A proclamação, composta por quatro páginas, afirma que o perdão busca encerrar "uma grave injustiça nacional perpetrada contra o povo americano" e promover "o processo de reconciliação nacional". O texto concede anistia a todos os cidadãos envolvidos na "criação, organização, execução, apoio ou defesa" de listas alternativas de delegados presidenciais ou em esforços para "expor fraudes e vulnerabilidades" na eleição.
Entre os beneficiados estão, além de Giuliani e Meadows, os advogados Sidney Powell e John Eastman, o ex-funcionário do Departamento de Justiça Jeffrey Clark e dezenas de republicanos que atuaram como falsos eleitores em estados vencidos por Joe Biden. O documento ressalta que o perdão "não se aplica ao presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump".
Os indultos abrangem apenas delitos federais, e muitos dos beneficiados ainda enfrentam acusações em tribunais estaduais. A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário enviados por e-mail nesta segunda-feira.
Com informações da Associated Press.