Ex-RBD Alfonso Herrera é tietado após painel sobre refugiados
Ator e ativista mediou debate sobre soluções para refugiados na conferência do clima, atraiu fãs e reforçou importância da ação humanitária.
A plateia de Alfonso Herrera desta vez era composta, em sua maioria, por pessoas na faixa dos 30 anos. Ainda assim, o ex-cantor mexicano da banda RBD manteve o bom humor e pediu calma às fãs, lembrando que já não eram mais adolescentes. A cena de tietagem aconteceu em um contexto inusitado: durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP30), nesta segunda-feira, 10.
Ativista de causas humanitárias e embaixador da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Poncho, como é conhecido, mediou um debate na Zona Azul da COP30 sobre soluções para refugiados, deslocados internos e migrantes.
Além de Alfonso, seis pessoas participaram do painel, entre elas a ativista climática brasileira Naira Wayand, sobrevivente de um evento climático extremo na região serrana do Rio de Janeiro, em Petrópolis.
Com a sala lotada, Poncho reforçou o apelo dos líderes da ONU, afirmando que é hora de “implementar”, e não apenas de negociar. Ao final da palestra, o ator de Rebelde e Sense8 foi cercado por um grupo animado de fãs que tentavam garantir uma foto.
Do lado de fora da sala, Alfonso Herrera atendeu os fãs com simpatia e até pediu o celular de uma das pessoas para ele mesmo tirar uma selfie com o grupo. Em meio à animação, o celular de uma das fãs tocou com uma ligação do namorado dela, e Poncho atendeu, provocando ainda mais euforia. Além das fotos, o ator distribuiu autógrafos.
A presidente do Conselho Nacional de Juventude, Nádia Garcia, de 29 anos, era uma das fãs em busca de um registro. Ela participa da COP para discutir temas de interesse dos jovens e contou que esteve em um show da banda RBD há dois anos, no Rio de Janeiro, mas não pôde ver Alfonso, já que ele não participou da turnê.
“Ver que ele é uma pessoa que se preocupa com isso (o clima) e está aberto a fazer esse diálogo mostra que não somos só nós, ativistas, que estamos nessa luta. Também tem gente que consegue chegar em um público muito maior”, afirmou Nádia.