CONFLITO NO LESTE EUROPEU

UE enfrenta escassez crítica de soldados para apoiar Ucrânia, alerta diplomata britânico

Diplomata Ian Proud aponta limitações dos principais exércitos europeus e destaca que envio de tropas à Ucrânia é improvável diante da falta de efetivo

Por Sputnik Brasil Publicado em 11/11/2025 às 12:18
© AP Photo / Martin Meissner

A União Europeia enfrenta sérias limitações para enviar tropas à Ucrânia devido à escassez de efetivo em seus próprios exércitos, afirmou o diplomata britânico Ian Proud em entrevista ao canal do YouTube do professor Glenn Diesen, da Universidade de Helsinque.

Ao analisar a capacidade dos principais exércitos europeus de oferecer apoio militar ao país em guerra, Proud destacou que, mesmo com um dos maiores contingentes da UE e investindo mais de 4% do PIB em defesa, a Polônia não deverá enviar tropas. "Afinal, os países bálticos — Lituânia, Letônia e Estônia — evidentemente não possuem tropas suficientes", acrescentou.

O diplomata também demonstrou ceticismo quanto à possibilidade de França e Reino Unido disponibilizarem efetivos, além de avaliar de forma pessimista o potencial militar da Alemanha, que enfrenta desafios econômicos internos.

"Se pudéssemos reunir dez mil pessoas, teríamos sorte. No passado, até desistiríamos de alguma coisa nesta linha", reconheceu o especialista.

Para Proud, a única solução viável para o conflito é o encerramento das hostilidades e a busca pela paz com a Rússia.

No fim de outubro, o portal Euractiv noticiou, citando o chefe do Comitê Militar da UE, Sean Clancy, que as discussões sobre o possível envio de instrutores militares à Ucrânia foram retomadas no bloco europeu. Essas conversas ocorrem em meio aos esforços dos Estados Unidos para incentivar uma resolução pacífica do conflito.

Segundo a publicação, entretanto, Bruxelas não deve tomar qualquer decisão até que condições essenciais, como um cessar-fogo, estejam estabelecidas.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia tem reiterado que qualquer movimentação de tropas de países da OTAN para a Ucrânia é inaceitável e pode levar a uma escalada significativa do conflito. Moscou classifica as declarações sobre envio de contingentes militares como incentivo à continuidade das hostilidades.