Bolsas europeias fecham em alta impulsionadas por balanços e expectativa de fim do shutdown nos EUA
Principais índices avançam com resultados positivos de empresas e otimismo quanto à reabertura do governo americano, enquanto Wall Street é pressionada por queda no setor de tecnologia.
As bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira, 11, em alta, sustentadas por balanços trimestrais robustos e pela expectativa de que a paralisação do governo dos Estados Unidos — a mais longa da história, já ultrapassando 40 dias — esteja próxima de um desfecho.
Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,15%, atingindo 9.899,60 pontos e renovando o recorde de fechamento. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,57%, a 24.096,25 pontos. O CAC 40, em Paris, teve alta de 1,25%, chegando a 8.156,23 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,24%, a 44.438,88 pontos, também atingindo nova máxima histórica. Já em Madri, o Ibex 35 subiu 1,34%, alcançando 16.399,10 pontos. Em contrapartida, Lisboa viu o PSI 20 recuar 1,44%, para 8.194,68 pontos. As cotações são preliminares.
Os mercados europeus ampliaram ganhos mesmo na contramão de Wall Street, que foi pressionada por forte queda em ações de fabricantes de chips após decepção com projeções da CoreWeave. O otimismo na Europa é impulsionado pelo avanço no Congresso dos EUA do projeto para reabrir o governo federal, agora aguardando análise na Câmara, além dos resultados positivos da temporada de balanços corporativos.
Entre os destaques em Londres, a Vodafone saltou 8,3% após elevar seu guidance para o ano fiscal, impulsionada por um trimestre mais forte em Ebitda e receita. Entre as suíças, Swatch (+5,08%) e Richemont (+1,99%) avançaram diante de relatos de que Berna está próxima de fechar um acordo comercial com Washington. A francesa LVMH subiu 2,4% após informações de que pretende abrir novas lojas importantes na China em dezembro e acelerar sua expansão no país.
No cenário macroeconômico, dados do Reino Unido mostraram desemprego acima do esperado e desaceleração dos salários, pressionando a libra e aumentando as chances de um corte de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) em dezembro, segundo a Capital Economics. Já na Alemanha, o índice ZEW de sentimento econômico recuou em novembro, contrariando a expectativa de alta.