Polícia indiana detém cinco suspeitos após explosão de carro que deixa 12 mortos
Explosão perto do Forte Vermelho é investigada como possível atentado terrorista; autoridades apuram ligação com militantes da Caxemira
A polícia da Índia deteve pelo menos cinco pessoas após a explosão de um carro que matou 12 pessoas e deixou mais de 30 feridos em Nova Délhi. As prisões ocorreram durante uma série de operações realizadas desde a noite de terça-feira, 11, no distrito de Pulwama, na região da Caxemira. O caso está sendo investigado como um possível ataque terrorista, o que amplia os poderes das autoridades para efetuar prisões e conduzir interrogatórios.
Caso seja confirmado como atentado terrorista, este será o mais letal registrado em Nova Délhi desde 2011. A explosão ocorreu na segunda-feira, 10, nas proximidades do Forte Vermelho, um dos pontos turísticos mais visitados da capital indiana. Inicialmente, a polícia havia divulgado oito mortos e 20 feridos, mas os números foram atualizados nesta quarta-feira, 12, pelo diretor médico do hospital LNJP, Ritu Saxena.
O incidente aconteceu poucas horas após a polícia da Caxemira — região sob controle da Índia — anunciar o desmantelamento de um grupo militante que atuava tanto localmente quanto nos arredores de Nova Délhi. A imprensa indiana especula que os dois episódios possam estar relacionados, mas as autoridades afirmam que as investigações seguem em andamento.
De acordo com as investigações, o veículo que explodiu seria conduzido por um médico supostamente ligado ao grupo militante de Caxemira. As autoridades apuram se o motorista provocou a explosão deliberadamente para evitar ser preso ou se os explosivos detonaram de forma acidental.
Familiares do suspeito, incluindo sua mãe e dois irmãos, foram interrogados ainda na segunda-feira. A cunhada, Shagufta Jan, relatou que não tem notícias do homem desde a última sexta-feira, 7, quando ele informou à família que estava sendo procurado pela polícia. "Ele ligou para nós na sexta-feira e eu pedi que voltasse para casa. Ele respondeu que viria em três dias", contou Shagufta. "Essa foi a última vez que falamos com ele."
A região da Caxemira é dividida entre a Índia e o Paquistão. O governo indiano acusa o país vizinho de apoiar ataques em território indiano, alegando que os atentados são promovidos por grupos baseados no lado paquistanês da fronteira.
Militantes atuam na parte da Caxemira sob controle indiano desde 1989, em oposição ao domínio de Nova Délhi. Porém, as autoridades indianas classificam essas organizações como grupos terroristas patrocinados pelo Paquistão, que nega qualquer envolvimento. (Com informações de agências internacionais)