PREVIDÊNCIA SOCIAL

Governo avalia busca ativa para aposentados com descontos indevidos no INSS

Ministro Wolney Queiroz afirma que medida pode ser direcionada a grupos mais vulneráveis e ocorrerá após novo prazo para ressarcimento

Publicado em 12/11/2025 às 10:24

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (12) que o governo estuda a realização de uma busca ativa para localizar aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ainda não solicitaram ressarcimento.

Durante entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Wolney destacou que a iniciativa poderá ser direcionada a comunidades quilombolas, ribeirinhas e pessoas com mais de 80 anos, grupos que enfrentam mais dificuldades para acessar agências ou utilizar o aplicativo Meu INSS.

“A gente pode ver se faz uma busca ativa para comunidades quilombolas, comunidades ribeirinhas, pessoas com mais de 80 anos, que a gente julga que têm alguma dificuldade de encontrar as agência e de entrar no aplicativo Meu INSS”, detalhou.

O ministro ressaltou, no entanto, que a busca ativa só deve ser realizada ao final do novo prazo estabelecido pelo governo para que aposentados e pensionistas solicitem o ressarcimento dos descontos.

“A gente pode fazer, mas a gente vai deixar lá para o finalzinho porque a gente tem medo que pessoas se aproveitem disso, usem um crachá ou jaleco dizendo que são do INSS, procurem indevidamente aposentados e haja um outro tipo de fraude. Vamos deixar isso mais por finzinho, só com essa franja que ficar para o final do atendimento”, explicou o ministro.

O governo federal prorrogou até 14 de fevereiro de 2026 o prazo para que aposentados e pensionistas possam solicitar o ressarcimento de valores descontados indevidamente de seus benefícios do INSS. O prazo inicial se encerraria em 14 de novembro.

Até o momento, cerca de 3,7 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, totalizando R$ 2,5 bilhões. A estimativa do governo é de que aproximadamente 9 milhões de aposentados e pensionistas tenham direito à devolução.

Notícias relacionadas: