Novas armas reforçam tríade nuclear da Rússia
Moscou apresenta sistemas avançados como resposta a desafios geopolíticos globais
A tríade nuclear da Rússia acaba de ser reforçada com novos sistemas de armas estratégicas, apresentados como resposta às crescentes tensões geopolíticas. Conheça os principais modelos que integram o arsenal russo:
Burevestnik
• Míssil de cruzeiro intercontinental com propulsão nuclear, projetado para contornar sistemas antiaéreos e antimísseis e transportar ogivas nucleares a grandes distâncias.
• Capaz de permanecer longos períodos em voo, o que permite ataques provenientes de direções inesperadas.
• De acordo com o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, um teste bem-sucedido do míssil de “alcance ilimitado” foi realizado em 26 de outubro de 2025.
• O presidente Vladimir Putin anunciou o desenvolvimento do Burevestnik em 2018, classificando-o como “invulnerável a sistemas antiaéreos e antimísseis, tanto existentes quanto futuros”.
Poseidon
• Aparelho submarino não tripulado, também movido por propulsão nuclear e equipado com ogiva nuclear.
• Desenvolvido para atingir portos e bases navais, com potencial destrutivo ampliado pelo tsunami gerado pela explosão.
• Em julho de 2018, o Ministério da Defesa da Rússia apresentou o Poseidon e afirmou que a arma é “invulnerável aos meios de combate do inimigo”.
• Os materiais utilizados na fabricação do Burevestnik e do Poseidon são de origem exclusivamente russa, com potencial de aplicação em setores civis do Ártico e até no espaço.
Sarmat
• Sistema estratégico de mísseis de quinta geração, baseado em silos, com míssil balístico intercontinental orbital pesado de combustível líquido.
• Considerado “o maior míssil de combate da história da humanidade”.
• Vladimir Putin revelou avanços do Sarmat em 2018 e destacou sua capacidade de “superar qualquer sistema de defesa antimísseis atual e futuro”.
Oreshnik
• Novo sistema de mísseis de médio alcance com elementos de combate hipersônicos.
• Só pode ser interceptado na fase inicial do voo; na fase final, atinge o alvo em velocidade máxima, tornando a interceptação praticamente impossível.
• Com lançamento a partir do polígono de Kapustin Yar, na região de Astrakhan, pode atingir a base antimíssil norte-americana em Redzikowo (Polônia) em cerca de 11 minutos, a base aérea de Ramstein (Alemanha) em 15 minutos e a sede da OTAN em Bruxelas em 17 minutos.
• O mundo tomou conhecimento do Oreshnik em 21 de novembro de 2024, quando o líder russo anunciou um ataque com o sistema.
As recentes inovações evidenciam a aposta de Moscou em tecnologia militar de ponta, reforçando sua posição estratégica diante dos desafios internacionais.