MERCADOS GLOBAIS

Fluxo de capital para mercados emergentes cresce e atinge US$ 26,9 bilhões em outubro, aponta IIF

Relatório do Instituto de Finanças Internacionais indica recuperação dos fluxos após meses de fraqueza, com destaque para a Ásia e melhora nas entradas em ações.

Publicado em 12/11/2025 às 13:13
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Os fluxos de portfólio para mercados emergentes totalizaram US$ 26,9 bilhões em outubro, conforme relatório divulgado nesta quarta-feira, 12, pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF). O resultado representa uma recuperação em relação ao ritmo mais moderado observado em setembro, embora a composição dos fluxos ainda indique sinais de fragilidade.

Segundo o IIF, a dívida continuou liderando, com entradas de US$ 14 bilhões, enquanto os investimentos em ações subiram para US$ 12,9 bilhões. A instituição destacou que a melhora foi impulsionada por uma recuperação expressiva nos fluxos de capital, após três meses consecutivos de fraqueza, refletindo um ambiente mais favorável para as moedas dos mercados emergentes.

No segmento de renda fixa, os fluxos de dívida permaneceram positivos em outubro, mas apresentaram queda significativa em relação ao mês anterior.

A China registrou saídas de US$ 3 bilhões, enquanto os demais mercados emergentes receberam US$ 17,1 bilhões. O IIF observou que os elevados rendimentos nominais e reais seguem sustentando a demanda por dívida em moeda local, embora o equilíbrio entre risco e retorno tenha se tornado menos favorável.

Entre as regiões, a Ásia emergente liderou com US$ 16,5 bilhões em entradas totais. A Europa emergente contabilizou US$ 3,8 bilhões, a América Latina somou US$ 3,5 bilhões e o Oriente Médio e Norte da África registrou US$ 3 bilhões — todas apresentando alta em outubro na comparação com setembro.

No mercado de renda variável, os fluxos totais de ações para os emergentes retornaram ao campo positivo após quedas consecutivas desde julho. A China atraiu US$ 3,5 bilhões, enquanto os demais mercados emergentes, excluindo a China, somaram US$ 9,4 bilhões, o melhor desempenho mensal desde o fim de 2023.

De acordo com o IIF, o cenário global permanece favorável, com rendimentos mais baixos dos Treasuries, condições financeiras mais flexíveis e expectativa de novo corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Esses fatores devem continuar sustentando os fluxos para mercados emergentes, especialmente em dívida local.