Trump sinaliza redução de tarifas sobre café e Brasil pode ser favorecido
Presidente dos EUA indica que medida será anunciada em breve; café brasileiro tende a ser principal beneficiado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende reduzir as tarifas de importação do café, medida que pode beneficiar diretamente o Brasil, maior exportador do produto para o mercado norte-americano.
Em entrevista ao canal de TV Fox News, concedida na terça-feira (11), Trump declarou que a redução das tarifas acontecerá "rapidamente". "Vamos reduzir algumas tarifas e vamos deixar entrar mais café. Tudo isso acontecerá muito rápido e com muita facilidade. É um processo cirúrgico bonito de se ver. Nossos custos de importação estão muito mais baixos", afirmou, ao ser questionado sobre a alta dos preços do café nos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira (12), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também sinalizou ao canal Fox que, nos próximos dias, serão anunciadas medidas para reduzir os preços de produtos como café, bananas e outros itens não cultivados em solo norte-americano. Segundo ele, os preços serão reduzidos "muito rapidamente" e a melhora na economia dos EUA será sentida já no primeiro semestre de 2026.
Com a nova sinalização, o café brasileiro pode ser o maior beneficiado, já que os Estados Unidos são o principal destino das exportações de cafés especiais do Brasil, de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).
Até agosto, quando os EUA impuseram uma tarifa de 50% sobre as importações brasileiras, o país era o principal destino do café brasileiro, absorvendo cerca de 16% das exportações nacionais do produto.
O Palácio do Planalto informou que pretende realizar em breve uma reunião mais ampla sobre o tema, mas a data ainda não foi definida.
Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontraram pela primeira vez após a imposição das tarifas no final de outubro. Ambos classificaram o encontro como produtivo e afirmaram que as negociações entre as equipes dos dois países terão continuidade.
Em 30 de julho, Trump assinou um decreto que elevou as tarifas sobre produtos brasileiros para 50%, mas incluiu uma lista com 700 exceções em setores estratégicos, como aviação, energia e parte do agronegócio.