DIPLOMACIA ECONÔMICA

Mauro Vieira e Marco Rubio avançam em negociações sobre tarifas

Ministro brasileiro e secretário de Estado dos EUA discutem medidas para superar impasse tarifário entre os países

Publicado em 12/11/2025 às 16:12

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se nesta quarta-feira (12) com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Niágara, no Canadá, à margem da reunião do G7, grupo dos países mais industrializados do mundo.

Segundo o Itamaraty, os dois conversaram sobre o andamento das negociações bilaterais envolvendo tarifas comerciais.

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Mauro Vieira informou que o Brasil encaminhou, no último dia 4 de novembro, uma proposta de negociação aos Estados Unidos, após reunião virtual entre as equipes técnicas dos dois países.

O chanceler ressaltou a importância de avançar nas tratativas, conforme orientação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que discutiram o tema durante encontro recente na Malásia.

Os ministros concordaram em marcar uma nova reunião presencial, em data próxima, para discutir o estágio atual das conversas e buscar entendimento sobre as medidas tarifárias.

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Tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu em 26 de outubro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro, que durou cerca de 50 minutos, ocorreu durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Durante a reunião, Lula afirmou que não há motivo para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras enquanto as negociações estiverem em andamento.

Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Posteriormente, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também tiveram vistos revogados e foram alvo de outras sanções pela administração norte-americana.

“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendência natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.