SEGURANÇA PÚBLICA

Como funciona o presídio de segurança máxima para onde líderes do Comando Vermelho foram transferidos

Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, adota rígidos protocolos de vigilância e isolamento para detentos de alta periculosidade

Publicado em 12/11/2025 às 16:14

Sete condenados apontados como líderes do Comando Vermelho (CV) que cumpriam pena no Rio de Janeiro foram transferidos nesta quarta-feira (12) para a Penitenciária Federal em Catanduvas, no Paraná. Os detentos passam a ser monitorados por sistema de captação de som ambiente, vigilância por vídeo e permanecem em celas individuais.

Inaugurada em 2006, a penitenciária de Catanduvas foi a primeira unidade federal de segurança máxima do Brasil. Atualmente, o país conta com cinco penitenciárias federais classificadas como de segurança máxima.

Essas unidades contam com agentes equipados com:

- Armamento letal e menos letal;
- Equipamentos de body scan, raio-x e detectores de metais para revistas;
- Sistemas de vigilância por áudio e vídeo;
- Estrutura física reforçada, resistente a tentativas de invasão e fuga;
- Equipamentos de segurança e inteligência.

A Penitenciária Federal de Catanduvas possui 12,6 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para 208 presos em celas individuais, distribuídas em quatro módulos.

As celas têm cerca de seis metros quadrados e contam com cama, sanitário, pia, chuveiro, mesa e cadeira. Não há tomadas elétricas, e a energia do chuveiro e das lâmpadas é controlada em horários determinados.

Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), os presídios federais seguem procedimentos padronizados, como:

- Revista do preso toda vez que deixa seu dormitório;
- Revista da cela sempre que o preso se ausenta;
- Deslocamento algemado dentro do estabelecimento;
- Comunicação restrita com familiares, amigos e advogados, apenas por parlatório ou videoconferência;
- Sem acesso a meios de comunicação externos;
- Deslocamentos e procedimentos sempre acompanhados por, no mínimo, dois agentes;
- Monitoramento integral por circuito interno de câmeras.

Agentes de inteligência monitoram o circuito de câmeras, cujas imagens são transmitidas ao vivo para a sede da Senappen, em Brasília, onde outra equipe acompanha a rotina das cinco penitenciárias federais.

Rotina dos presos em presídios federais

De acordo com a Senappen, os presos em penitenciárias de segurança máxima seguem uma rotina que inclui:

- Seis refeições diárias, adequadas à necessidade nutricional;
- Duas horas de banho de sol por dia;
- Atividades laborais e educacionais, conforme aplicável;
- Atendimento médico, odontológico, farmacêutico e psicológico, quando necessário;
- Assistência social, pedagógica e terapia ocupacional, quando necessárias;
- Visitas sociais e com advogados por parlatório, em dias e horários determinados.