Fazenda projeta economia de R$ 8 bilhões ao ano com novas regras do PAT
Medidas visam aumentar eficiência, coibir abusos e ampliar concorrência no setor de alimentação do trabalhador, beneficiando mais de 22 milhões de brasileiros.
As novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) têm potencial para gerar uma economia anual de R$ 7,9 bilhões, o que representa cerca de R$ 225 por trabalhador, de acordo com estimativas da Secretaria de Reformas Econômicas (SRE) do Ministério da Fazenda, divulgadas nesta quarta-feira (12).
Segundo nota da pasta, "de modo geral, as medidas buscam aumentar a eficiência, coibir práticas abusivas e estimular a concorrência nesse segmento. Em um ambiente de maior competitividade, a expectativa é que os trabalhadores sejam beneficiados com melhores serviços, inovação, ampliação das opções de estabelecimentos comerciais e redução de custos na prestação dos serviços".
O decreto que regulamenta o PAT, incluindo o vale-refeição e o vale-alimentação, foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira, após anos de debate no governo. O programa atende mais de 22 milhões de trabalhadores, que recebem os valores por meio de cartões fornecidos pelas empresas.
De acordo com a SRE, o teto de 3,6% para a Merchant Discount Rate (MDR), taxa cobrada dos estabelecimentos pelos cartões, deve responder pela maior parte da economia anual, estimada em R$ 2,9 bilhões. A aplicação das novas normas ao auxílio-alimentação deve gerar uma economia adicional de R$ 2,7 bilhões.
Outros R$ 1,6 bilhão devem ser economizados com a abertura dos arranjos de pagamento, enquanto a redução do prazo de liquidação financeira para 15 dias pode resultar em mais R$ 700 milhões de economia.