ECONOMIA

Galípolo destaca que debate correto sobre juros é questionar motivos do atual patamar

Presidente do Banco Central afirma que o foco deve ser entender por que a taxa de juros está no nível atual, e não apenas questionar seu valor; política monetária busca proteger poder de compra diante de inflação e desemprego em queda.

Publicado em 12/11/2025 às 17:19
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo Reprodução

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (12), durante participação no Fórum Investimentos 2026 da Bradesco Asset e Bradesco Global Private Bank, em São Paulo, que uma das principais discussões econômicas do País gira em torno do motivo pelo qual a taxa de juros nominal está em 15% ao ano. Segundo Galípolo, o debate mais adequado não é simplesmente questionar o nível dos juros, mas sim entender por que a taxa está neste patamar.

Ao abordar o tema, Galípolo explicou que a dinâmica da economia brasileira é peculiar e ressaltou que é "meio contraintuitivo" para quem conduz a política monetária ver a Selic permanecer elevada por um longo período, ao mesmo tempo em que a inflação desacelera e o desemprego continua caindo.

Nesse contexto, o presidente do BC destacou que a instituição atua para evitar que, no futuro, a inflação corroa o poder de compra conquistado pelos trabalhadores e pela sociedade graças à melhora no mercado de trabalho.

"O BC atua para evitar que a inflação corroa o poder aquisitivo da sociedade", reforçou Galípolo.

Câmbio

Ao comentar sobre o câmbio, Galípolo reiterou o posicionamento já defendido pela diretoria do Banco Central. Ele afirmou que o "câmbio flutuante é a principal e primeira linha de defesa" da economia brasileira diante de choques, e que a atuação do BC no mercado cambial ocorre apenas em situações de disfuncionalidade.