DECISÃO

CVM absolve executivos da T4F em caso de trabalho escravo no Lollapalooza

Conselho da empresa foi inocentado de responsabilidade por terceirizados encontrados em situação análoga à escravidão durante o festival de 2023

Publicado em 12/11/2025 às 17:37
Reprodução

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) absolveu seis executivos da T4F em processo que investigava a responsabilidade deles pela presença de trabalhadores terceirizados em situação análoga à escravidão durante a edição de 2023 do festival Lollapalooza. Os acusados integram o Conselho de Administração da empresa responsável pela organização do evento musical.

Segundo a acusação, os executivos — Fernando Luiz Alterio, Marcelo P. Hallack, Marcos S. Hatushikano, Galeno Augusto Jung, Luis Alejandro Soberón Kuri e Carla Gama Alves — teriam deixado de fiscalizar adequadamente as atividades do Comitê de Auditoria relacionadas à realização do festival. Também teriam subestimado os riscos de descumprimento do Código de Conduta por parte da empresa contratada e deixado de implementar melhorias para mitigar riscos identificados em denúncias de edições anteriores, em 2018 e 2019.

O caso teve início em março de 2023, quando auditores do Ministério do Trabalho e Emprego encontraram cinco funcionários da empresa terceirizada Yellow Stripe em condições consideradas "análogas à escravidão" durante a montagem do festival, organizado pela T4F.

A defesa dos executivos argumentou que a Yellow Stripe foi contratada após rigorosa análise de histórico, e que a T4F mantinha diversos controles internos para prevenir violações trabalhistas, conforme documentação e depoimentos apresentados. Destacou ainda que a T4F não era empregadora direta dos trabalhadores identificados, sendo a Yellow Stripe a única responsável pelas relações de trabalho, conforme previsto em contrato.