Direcional registra lucro líquido de R$ 229,7 milhões no 3º trimestre de 2025, alta de 43,1%
Companhia impulsiona resultados com novos lançamentos e avanço do Minha Casa Minha Vida; margens históricas e geração de caixa reforçam desempenho positivo
A Direcional registrou lucro líquido de R$ 229,7 milhões no terceiro trimestre de 2025, um crescimento de 43,1% em relação ao mesmo período de 2024.
No critério operacional, que exclui efeitos de juros capitalizados, swap de ações e outras despesas não recorrentes, o lucro líquido atingiu R$ 204,7 milhões, alta de 31,4% em comparação anual.
Segundo a companhia, o desempenho reflete o ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis nos últimos trimestres, impulsionado pela melhora nas condições do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), especialmente com a criação da faixa 4. Esse cenário ampliou o mercado endereçável e aumentou o poder de compra das famílias, favorecendo os principais indicadores operacionais.
O Ebitda ajustado somou R$ 301,7 milhões, avanço de 36,2% na base anual, com margem de 26,1% — um ganho de 1,7 ponto percentual. Já a receita operacional líquida alcançou R$ 1,1 bilhão, crescimento de 27,1%.
A incorporadora reportou a maior margem bruta ajustada de sua história, atingindo 42,1%. Já a margem a apurar com resultados futuros (margem REF) foi de 45,2%, indicando potencial de ganhos adicionais nos próximos períodos.
A linha de equivalência patrimonial, que apura resultados de empreendimentos em sociedade, gerou um ganho de R$ 16,1 milhões, queda de 12,6%.
As despesas gerais e administrativas somaram R$ 68,6 milhões, alta de 13,2%, enquanto as despesas comerciais foram de R$ 113,9 milhões, elevação de 17,6%.
O resultado financeiro ficou positivo em R$ 27,2 milhões, avanço de 56,6%.
A Direcional gerou R$ 113 milhões em caixa no trimestre, sendo R$ 67 milhões provenientes de eventos não recorrentes, como a venda de um empreendimento. Excluindo esses fatores, a geração de caixa seria de R$ 46 milhões.
Ao fim do período, a companhia encerrou com dívida líquida de R$ 104,1 milhões, aumento de 14% em um ano. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido, ficou em 3,8%, ante 4,1% no mesmo período do ano anterior.