Copel registra lucro líquido recorrente de R$ 374,8 milhões no 3º trimestre de 2025
Resultado representa queda de 36,5% em relação ao mesmo período de 2024; Ebitda recorrente avança 7,8% e receita líquida cresce quase 19%
A Copel encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 374,8 milhões, resultado que representa uma queda de 36,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pela redução de R$ 220,1 milhões em função do maior endividamento para execução de investimentos, pelo aumento de R$ 58,2 milhões referente ao efeito de Juros sobre Capital Próprio (JCP) do terceiro trimestre de 2024, não declarados neste trimestre, e pela queda de R$ 25,9 milhões em equivalência patrimonial, consequência, sobretudo, da incorporação de Mata de Santa Genebra.
Esses efeitos negativos foram parcialmente compensados pelo aumento de R$ 97,1 milhões no Ebitda recorrente. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Copel somou R$ 1,36 bilhão entre julho e setembro, recuo de 11% ante igual etapa de 2024, quando atingiu R$ 1,53 bilhão. Já o Ebitda recorrente ficou em R$ 1,34 bilhão, o que representa alta anual de 7,8%.
A receita líquida da empresa alcançou R$ 6,8 bilhões no terceiro trimestre, valor 18,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 5,7 bilhões.
A companhia também destacou o aumento nos cortes de geração renovável por razões sistêmicas (curtailment), que passaram de 23,4% no terceiro trimestre de 2024 para 34,4% em igual período de 2025.
Ao final do trimestre, a Copel apresentou alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda e excluindo efeitos da aquisição de 70% da usina de Baixo Iguaçu, de 2,8 vezes — ligeira redução em relação às 2,9 vezes observadas no segundo trimestre deste ano.