BALANÇO FINANCEIRO

Casas Bahia registra prejuízo de R$ 496 milhões no 3º trimestre de 2025

Apesar do resultado negativo, varejista amplia Ebitda ajustado e receita líquida, impulsionada pelo crescimento das vendas online e do marketplace

Publicado em 12/11/2025 às 20:39
Reprodução

O Grupo Casas Bahia encerrou o terceiro trimestre de 2025 com prejuízo líquido de R$ 496 milhões, aumento de 34,4% em relação ao prejuízo de R$ 369 milhões registrado no mesmo período de 2024. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve melhora de 10,6%.

Apesar do prejuízo, o Ebitda ajustado da companhia alcançou R$ 587 milhões, alta de 19,6% em relação ao terceiro trimestre de 2024, com margem de 8,5% — um avanço anual de 0,8 ponto percentual. “Foi o oitavo trimestre consecutivo de expansão da margem Ebitda. Mesmo com inflação e crescimento da receita, conseguimos reduzir despesas totais, o que mostra disciplina na execução”, afirmou Elcio Ito, diretor financeiro da empresa, em entrevista à Broadcast.

A margem bruta da varejista ficou em 30% no período, recuo de 1,6 ponto percentual frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Segundo Ito, a queda está relacionada ao aumento da participação das vendas online na receita, segmento em que as margens de rentabilidade são menores.

A receita líquida avançou 7,3% na comparação anual, atingindo R$ 6,87 bilhões, impulsionada pelo crescimento de 12,7% nas vendas online e de 5,9% nas lojas físicas. O volume bruto de mercadorias (GMV) totalizou R$ 10,49 bilhões, alta de 8,5%, com destaque para o marketplace (3P), que registrou crescimento de 17,7%.

O executivo também destacou o desempenho do crediário, cuja carteira alcançou R$ 6,2 bilhões. O índice de inadimplência acima de 90 dias (Over 90) permaneceu em 8,4% no trimestre, estável em relação ao ano anterior, enquanto o mercado apresentou alta, segundo o CFO. No período, o crediário respondeu por 27% das vendas nas lojas físicas.

Durante o trimestre, o grupo reforçou sua estrutura de capital com a conversão de debêntures que somavam R$ 1,6 bilhão em ações. Ito ressaltou que essas medidas integram um processo para reduzir os spreads. “Nos próximos períodos as melhoras na estrutura serão visíveis”, afirmou. O executivo acrescentou que a empresa trabalha em novas iniciativas para tornar a operação mais enxuta, incluindo a venda de ativos imobiliários.