Allos registra lucro líquido de R$ 108,9 milhões no 3º trimestre de 2025, alta de 17,4%
Crescimento foi impulsionado por receitas de locação, estacionamentos e serviços, enquanto despesas se mantiveram sob controle mesmo com a inflação.
A Allos, maior rede de shoppings do Brasil, com participação em 45 empreendimentos, registrou lucro líquido de R$ 108,9 milhões no terceiro trimestre de 2025, resultado 17,4% superior ao obtido no mesmo período de 2024.
O avanço no lucro reflete a expansão das receitas provenientes de locação de lojas, estacionamentos e taxas de serviços. Ao mesmo tempo, a companhia conseguiu manter as despesas estáveis, apesar do cenário inflacionário.
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 485,5 milhões, crescimento de 6,6% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior. A margem Ebitda também subiu, chegando a 73,2%, um acréscimo de 0,9 ponto percentual.
O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) somou R$ 304,9 milhões, alta de 3,5%, embora a margem FFO tenha recuado 0,8 ponto percentual, para 46%.
A receita líquida totalizou R$ 663 milhões, avanço de 5,2%. O desempenho foi puxado principalmente pelas receitas de locação de espaços aos lojistas, que atingiram R$ 489,1 milhões, alta de 6,0% com reajustes nos contratos. A receita de estacionamentos foi de R$ 126,4 milhões, crescimento de 10,2% devido ao reajuste de preços.
A receita de serviços subiu 9,2%, alcançando R$ 86,1 milhões, impulsionada pelo crescimento dos serviços de mídia da Helloo, que iniciou operações em aeroportos em julho.
As despesas com vendas, gerais e administrativas permaneceram estáveis, totalizando R$ 114,6 milhões, mesmo diante da inflação. Segundo a companhia, ações voltadas à eficiência operacional contribuíram para o controle desses gastos.
O resultado financeiro, que representa o saldo entre receitas e despesas financeiras, ficou negativo em R$ 144,2 milhões, valor 1,3% superior ao registrado um ano antes.
No trimestre, a Allos investiu R$ 121,1 milhões, acumulando R$ 331,4 milhões em investimentos no ano, com foco na expansão da área comercial dos shoppings e na revitalização dos empreendimentos. Esses valores não consideram fusões e aquisições.
A empresa encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 3,4 bilhões, aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2024. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 1,7 vez.
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