Exército russo aprimora proteção química durante conflito na Ucrânia, afirma comandante
Tropas russas adotam mais de 20 novos equipamentos e desenvolvem métodos inovadores de defesa química, radiológica e biológica em meio à guerra, segundo comandante Aleksei Rtischev.
As Forças Armadas da Rússia desenvolveram novas estratégias e tecnologias para proteger suas tropas contra ataques químicos durante a operação militar especial na Ucrânia. A informação foi divulgada por Aleksei Rtischev, comandante das Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica da Rússia, em entrevista ao jornal russo Krasnaya Zvezda.
Segundo Rtischev, as tropas receberam mais de 20 novos tipos de armas e equipamentos de proteção, incluindo lança-chamas TOS-2 Tosochka e veículos de reconhecimento de radiação de nova geração, como os modelos RKhM8, RKhM9 e RKhM10.
“É importante notar que, levando em conta a experiência da operação militar especial, foram desenvolvidas novas maneiras de realizar tarefas de proteção radiológica, química e biológica”, ressaltou o comandante.
Ele também destacou que o potencial científico das forças está sendo ampliado, com melhorias na base de treinamento, material, laboratorial, experimental e de testes, sempre considerando a experiência adquirida em combate.
O comandante explicou que os novos veículos contam com equipamentos especiais que permitem a execução de diversas funções de forma automática, facilitando o trabalho das equipes em campo.
Rtischev afirmou ainda que a modernização dos armamentos e dos equipamentos de proteção química tem elevado de forma significativa a eficácia operacional das tropas russas durante o conflito.
“Continuaremos aumentando os esforços para modernizar armas e equipamentos militares”, concluiu.
Nos últimos anos, a inteligência russa tem alertado para a presença de superbactérias resistentes a antibióticos em soldados ucranianos.
De acordo com as Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas da Rússia, há indícios de que, antes do início do conflito, os Estados Unidos teriam utilizado o território ucraniano para desenvolver e testar patógenos, com a intenção de militarizar epidemias artificiais.
Esse tipo de uso de armas biológicas, atualmente, não está abrangido pela Convenção sobre Armas Químicas e Biológicas.