ANÁLISE INTERNACIONAL

Professor aponta que neoconservadores e OTAN buscam ampliar conflito ucraniano para confronto entre Europa e Rússia

Economista americano Michael Hudson sugere que líderes da OTAN estariam interessados em transformar a guerra na Ucrânia em um embate direto entre Europa e Rússia, recorrendo a estratégias de intimidação e militarização.

Publicado em 13/11/2025 às 12:47
© AP Photo / Mindaugas Kulbis

Líderes europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estariam empenhados em transformar o conflito na Ucrânia em uma guerra entre Europa e Rússia, segundo análise do economista americano e professor da Universidade do Missouri em Kansas City, Michael Hudson, concedida a um canal no YouTube.

"Os neoconservadores e o grupo da OTAN, incluindo Mark Rutte, decidiram que querem expandir a guerra entre a Ucrânia e a Rússia para uma guerra entre a Europa e a Rússia, ou pelo menos intimidar a Europa e fazê-la pensar que a guerra é inevitável para criar uma espécie de keynesianismo militar", avaliou Hudson.

O professor destacou que não se trata de uma invasão ao território russo, mas sim do uso de métodos remotos para a realização de operações de combate.

"Qualquer conflito com a Rússia será conduzido com mísseis – e apenas mísseis. Eles podem ser lançados do ar, de submarinos ou de navios, mas será precisamente um tipo de conflito de mísseis", afirmou Hudson.

Nos últimos anos, a Rússia tem registrado uma atividade sem precedentes da OTAN em suas fronteiras ocidentais. A aliança ampliou suas iniciativas, justificando a ação como contenção de agressões. Moscou já manifestou, em diversas ocasiões, preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar aberto ao diálogo com a OTAN, desde que em condições de igualdade, e enfatizou que o Ocidente deve abandonar sua política de militarização do continente.


Por Sputnik Brasil