MERCADOS INTERNACIONAIS

Bolsas europeias fecham em queda diante de cautela com dados dos EUA

Investidores aguardam indicadores americanos após fim do shutdown; balanços corporativos e dados britânicos pressionam mercados

Publicado em 13/11/2025 às 14:16
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As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta quinta-feira, 13, em baixa, refletindo o aumento da cautela dos investidores antes da divulgação de novos dados econômicos dos Estados Unidos. A expectativa é que os indicadores americanos, a serem publicados após o fim do shutdown do governo, possam evidenciar sinais de desaceleração na maior economia do mundo. O clima negativo foi agravado por balanços corporativos abaixo do esperado e indicadores econômicos fracos no Reino Unido.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 1,05%, a 9.807,68 pontos. O DAX, em Frankfurt, recuou 1,39%, a 24.042,91 pontos. O CAC 40, em Paris, teve baixa de 0,11%, a 8.232,49 pontos. O FTSE MIB, em Milão, perdeu 0,08%, a 44.755,36 pontos. O Ibex 35, de Madri, recuou 0,23%, a 16.577,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 destoou e avançou 0,26%, a 8.315,49 pontos. As cotações ainda são preliminares.

Nesta quinta, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, destacou que a economia dos EUA continua apresentando "sinais contraditórios", citando a perda de força no mercado de trabalho e a inflação persistente. Já Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, avaliou que o país entrou em 2025 "em um bom lugar", mas reconheceu que as incertezas sobre tarifas e imigração "ainda não voltaram a níveis normais".

No mercado europeu, a Siemens despencou 9,35% após divulgar uma previsão de lucros abaixo das expectativas, enquanto a Novo Nordisk recuou 0,8% após anunciar uma emissão de títulos para financiar a compra da Akero Therapeutics. O grupo de private equity 3i teve queda expressiva de 17,42% ao adotar postura mais cautelosa para o futuro, e a Deutsche Telekom recuou 0,15% mesmo com revisão positiva de projeção de lucro. Por outro lado, a Merck avançou 6,2% ao superar estimativas, enquanto a Burberry caiu 2,05% mesmo após registrar o primeiro aumento de vendas em dois anos.

No cenário macroeconômico, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre, e a produção industrial caiu 2% em setembro, ambos abaixo do previsto por analistas. Já a zona do euro surpreendeu positivamente, com alta de 0,2% na produção industrial.