ECONOMIA

Brasil registra 10 milhões de empresas e organizações formais ativas em 2023, aponta IBGE

Número de empresas e organizações cresceu 6,3% em relação a 2022; país somou 66 milhões de trabalhadores formais no período, com aumento real nos salários e redução da diferença salarial entre homens e mulheres.

Publicado em 13/11/2025 às 15:57
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O Brasil contabilizava 10 milhões de empresas e outras organizações formais ativas em 2023, um avanço de 6,3% em comparação a 2022, segundo dados das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essas empresas reuniam 66 milhões de trabalhadores ocupados ao final de dezembro de 2023, sendo 52,6 milhões (79,8%) assalariados e 13,3 milhões (20,2%) sócios ou proprietários.

O total pago em salários e outras remunerações somou R$ 2,6 trilhões, um crescimento de 7,5% sobre o ano anterior. A média salarial mensal foi de R$ 3.745,45, representando um aumento real de 2% em relação a 2022, equivalente a 2,8 salários mínimos.

Do total de empresas, 7 milhões (70,2%) não possuíam trabalhadores assalariados, enquanto 3 milhões (29,8%) mantinham empregados com carteira assinada.

Entre os assalariados, 54,5% eram homens e 45,5% mulheres. Os homens predominavam nos setores de Construção (87,4%) e Indústrias Extrativas (83,1%), enquanto as mulheres eram maioria em Saúde Humana e Serviços Sociais (75,0%) e Educação (67,7%).

Em média, homens receberam R$ 3.993,26 em 2023, valor 15,8% superior ao das mulheres. Apesar da diferença, ela era maior em 2022, quando atingia 17%.

Trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.489,16, quase três vezes mais que aqueles sem esse nível de escolaridade (R$ 2.587,52). Em 2023, 76,4% dos assalariados não tinham ensino superior.

Os maiores salários médios mensais foram registrados nas regiões Centro-Oeste e Sudeste (3,1 salários mínimos), seguidos pelo Sul (2,8 salários mínimos), Norte (2,6 salários mínimos) e Nordeste (2,2 salários mínimos). Entre as unidades da Federação, o Distrito Federal se destacou com o maior salário médio mensal: 4,5 salários mínimos.

O país contava com 11,3 milhões de unidades locais em 2023, sendo 51,4% delas situadas na região Sudeste.

O setor de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas concentrou a maior participação em número de empresas e organizações (28,3%), pessoal ocupado total (20,5%) e pessoal ocupado assalariado (18,5%). Já a maior fatia de salários e remunerações ficou a cargo da Administração pública, defesa e seguridade social (23,2%).