DESEMPENHO FINANCEIRO

Nubank registra lucro líquido de US$ 783 milhões no 3º trimestre, alta anual de 39%

Fintech alcança receita recorde, amplia base de clientes e mantém inadimplência sob controle, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.

Publicado em 13/11/2025 às 18:21
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O Nubank encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 783 milhões, representando uma alta de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior, já descontados os efeitos do câmbio. O lucro ajustado chegou a US$ 829 milhões. O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 31%, ante 30% há um ano.

A receita da fintech também avançou 39% na comparação anual, atingindo US$ 4,2 bilhões — mais um recorde para a companhia.

Entre julho e setembro, o Nubank adicionou 4,3 milhões de clientes, elevando sua base total para 127 milhões, um crescimento de 16% em doze meses. No Brasil, são 110 milhões de clientes; no México, 13,1 milhões; e na Colômbia, 3,8 milhões.

Na qualidade dos ativos de crédito, a taxa de inadimplência de curto prazo (atrasos entre 15 e 90 dias) caiu para 4,2% em setembro, ante 4,4% no trimestre anterior. Já a inadimplência de longo prazo (acima de 90 dias) subiu de 6,6% para 6,8% no mesmo intervalo.

Segundo o diretor financeiro do Nubank, Guilherme Lago, os índices de inadimplência ficaram "dentro do esperado", considerando a sazonalidade do trimestre. O executivo destacou que, mesmo já na metade do quarto trimestre de 2025, o banco segue observando bom desempenho da carteira de crédito.

A carteira de crédito do Nubank ultrapassou US$ 30 bilhões no período, com alta anual de 42% e avanço de quase 10% em relação ao trimestre anterior. "Tivemos um trimestre atipicamente forte de crescimento na carteira", afirmou Lago. "Continuamos crescendo em um ritmo que entendemos ser saudável", completou. As concessões de crédito somaram US$ 4,2 bilhões entre julho e setembro, frente a US$ 3,6 bilhões no trimestre anterior.

A receita financeira líquida de juros (NII) aumentou 32%, alcançando o recorde de US$ 2,3 bilhões. Já a margem financeira líquida (NIM) recuou 40 pontos-base, para 17,3%, enquanto o NIM ajustado ao risco subiu 70 pontos, chegando a 9,9%.

Lago explicou que a redução da margem financeira está relacionada ao maior peso de linhas de crédito mais seguras, como o consignado, que têm margens menores devido à garantia, enquanto diminui a participação do crédito pessoal, que oferece maior retorno, mas apresenta mais riscos.