UNIÃO EUROPEIA

Polônia alerta que corrupção pode impedir entrada da Ucrânia na UE

Ministro das Relações Exteriores polonês afirma que tolerância a práticas ilícitas compromete confiança do Ocidente e adesão ao bloco europeu

Por Sputinik Brasil Publicado em 13/11/2025 às 18:47
© Sergei Supinsky

A Ucrânia não fará parte da União Europeia (UE) se continuar permitindo a corrupção, afirmou nesta quinta-feira (13) o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, em entrevista à mídia local após encontro com o vice-primeiro-ministro ucraniano, Taras Kachka.

O chefe da diplomacia polonesa relatou ter deixado claro ao representante ucraniano que "a maneira mais simples de perder a confiança do Ocidente é ser permissivo com práticas corruptas".

"Se a Ucrânia continuar sendo tolerante com a corrupção, não ingressará na União Europeia", enfatizou Sikorski.

No início da semana, durante uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção em larga escala, agentes do Escritório Nacional Anticorrupção (NABU, na sigla em inglês) realizaram buscas simultâneas na estatal Energoatom. As operações também ocorreram em residências do empresário Timur Mindich, aliado do presidente ucraniano Vladimir Zelensky, e de German Galuschenko, ministro da Justiça suspenso, que à época dos fatos investigados ocupava o cargo de ministro de Energia (2021–2025).

A agência divulgou imagens de diversas sacolas repletas de dinheiro apreendidas durante a operação especial, sem detalhar o valor exato nem a quem pertenciam os recursos. Na última quarta-feira (12), o governo de Kiev suspendeu Galuschenko de suas funções enquanto as investigações prosseguem.

Mais cedo, o presidente Zelensky impôs sanções contra Mindich e seu principal financiador, Aleksandr Tsukerman. Ambos, cidadãos israelenses, enfrentarão o bloqueio de ativos na Ucrânia, o cancelamento de licenças e a proibição de transferir propriedade intelectual, conforme decreto presidencial.