Consórcio Acquavias vence leilão de balsas em São Paulo
Empresa maranhense assume concessão de 14 linhas de transporte aquaviário no estado, com investimento previsto de R$ 2,5 bilhões
A empresa maranhense Internacional Marítima Limitada, por meio do consórcio Aquavias SP, arrematou nesta quinta-feira (13) a concessão de 14 linhas de transporte aquaviário no estado de São Paulo.
A vitória foi conquistada em leilão público, com proposta de desconto de 12,60% na contraprestação pública, superando outros três concorrentes.
Foram licitadas três linhas na Região Metropolitana de São Paulo, três no Vale do Paraíba e oito no litoral paulista, incluindo a tradicional balsa Santos-Guarujá.
Os serviços atendem, em média, 40 mil passageiros por dia, totalizando cerca de 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano. Estão previstos investimentos de R$ 2,5 bilhões para a modernização dos terminais e substituição das embarcações, que passarão a ser elétricas.
O modelo de Parceria Público-Privada (PPP) adotado prevê prazo contratual de 20 anos. Entre as rotas contempladas estão: São Sebastião–Ilhabela, Santos–Vicente de Carvalho, Santos–Guarujá, Bertioga–Guarujá, Cananéia–Continente, Cananéia–Ilha Comprida, Cananéia–Ariri, Iguape–Juréia, Bororé–Grajaú, Taquacetuba–Bororé, João Basso–Taquacetuba, Porto Paraitinga, Porto Varginha e Porto Natividade da Serra.
A assinatura definitiva do contrato está prevista para o primeiro semestre de 2026. O grupo vencedor já opera duas linhas de transporte marítimo no Maranhão, além de embarcações de apoio portuário e rebocadores, e integra o grupo Cantanhede, conglomerado regional do setor de construção civil.
Em discurso após o leilão, o governador Tarcísio de Freitas destacou a complexidade do projeto, devido à ausência de experiências prévias de concessões de transporte marítimo de passageiros no estado.
O governador também ressaltou a licitação do novo Centro Administrativo do governo estadual, com valor estimado em R$ 5 bilhões, prevista para ocorrer em 15 dias. O projeto prevê a reconfiguração do centro de São Paulo, transferindo secretarias e a sede do governo para a região.
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